Games

Matt Ryan, voz de Edward Kenway, critica termo ‘voice actor’: ‘A performance vai muito além da voz’

O ator Matt Ryan, que empresta sua voz e performance ao icônico pirata Edward Kenway em Assassin’s Creed: Black Flag (2013), levantou uma discussão interessante sobre a evolução da atuação em videogames. Segundo Ryan, a expressão ‘dublador’ ou ‘voice actor’ já não é suficiente para descrever o trabalho realizado por profissionais em produções modernas.

Em entrevista à PC Gamer, Ryan relembrou como o uso de captura de movimento (mocap) ainda estava em estágios iniciais quando trabalhou no jogo pirata da Ubisoft. “Quando recebi o papel, nem sabia que seria mocap. Pensava que seria apenas dublagem”, recordou o ator, que ficou agradavelmente surpreso com a oportunidade.

A captura de movimento, tecnologia que registra cada movimento corporal, expressão facial e nuance vocal do ator para transferir ao personagem, transformou significativamente o mercado gamer. Embora o processo não seja novo — desde os anos 80 criadores como Jordan Mechner já experimentavam técnicas similares — apenas recentemente os estúdios passaram a capturar a performance integral dos atores.

“Adorei descobrir que seria mocap. Encontrei um novo meio para atuar: amo teatro, e isso combinava elementos que sempre amei”, continuou Ryan. O ator destacou que poder expressar emoções através dos olhos do personagem é algo que o impressiona profundamente, diferente da dublagem tradicional.

Essa evolução reflete uma tendência crescente na indústria: grandes produções como The Last of Us, Uncharted e Starfield investem pesadamente em elencos de atores renomados. Ryan argumenta que classificar esses profissionais meramente como ‘voice actors’ minimiza a complexidade e riqueza da performance que entregam.

A discussão é relevante porque marca uma transição onde videogames deixam de ser apenas entretenimento interativo e se aproximam ainda mais do cinema e do teatro em termos de qualidade performática. Personagens como Edward Kenway se tornaram ícones justamente por essa profundidade atuativa que vai muito além das palavras ditas.

Fonte: PC Gamer

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo