Plano Família do Game Pass: EA pode ter sido o vilão da história
A Microsoft teve uma ideia promissora para o Game Pass, mas ela nunca saiu do forno. O plano família do serviço de assinatura foi testado entre 2022 e 2023, oferecendo a possibilidade de compartilhar a biblioteca de jogos com até quatro pessoas simultaneamente. Os testes aconteceram na Irlanda e na Colômbia, e os resultados foram animadores para a empresa de Redmond.
Porém, passado mais de um ano do encerramento dos testes, o recurso continua desaparecido do catálogo de benefícios do Game Pass. A situação ficou ainda mais frustrante para os jogadores quando a Microsoft abriu uma consulta pública perguntando à comunidade Xbox quais funcionalidades eles gostariam de ver implementadas. Adivinha só? O retorno do plano família figurou entre os 20 pedidos mais votados pelos usuários.
Diante dessa pressão, o renomado insider Jez Corden do Windows Central resolveu investigar os bastidores da decisão e revelou uma informação bombástica: a culpa não seria da Microsoft, mas sim de uma parceira comercial — a Electronic Arts (EA).
A gigante dos videogames, responsável por franquias massivas como FIFA/FC 24, Apex Legends e The Sims, teria se posicionado contrária à continuidade do plano família. Essa rejeição faria todo o sentido do ponto de vista comercial: um recurso de compartilhamento afetaria diretamente o número de assinaturas individuais e os modelos de monetização dos jogos live-service da empresa.
A questão levanta um debate importante sobre o futuro dos serviços de assinatura no mercado. Enquanto a Microsoft buscava democratizar o acesso aos seus títulos através da modalidade familiar, interesses financeiros de grandes publishers terminaram prevalecendo. Resta saber se essa decisão foi realmente final ou se pressões futuras da comunidade conseguem reverter o cenário.
Fonte: Flow Games




