Industria

Geração Y do mercado tech esconde idade em currículos para escapar da discriminação etária

Profissionais da geração Y, hoje com 30 e 40 anos, estão reformulando seus currículos e perfis profissionais para apagar sinais de idade em processos seletivos. A estratégia é semelhante a um clutch em uma partida decisiva: eliminar tudo que possa dar away da sua experiência acumulada ao longo dos anos no mercado de trabalho.

A tática inclui remover experiências antigas do CV, limitar o histórico profissional aos últimos dez anos e deletar informações que revelem há quanto tempo o profissional está no game corporativo. Alguns até trocam endereços de e-mail considerados “outdated”, como contas do AOL e Yahoo, por opções mais modernas. É praticamente fazer um respawn do seu perfil profissional.

Esse movimento ganhou força com a desaceleração nas contratações para vagas de escritório e o aumento de reclamações sobre discriminação etária. Curiosamente, a própria AARP, organização americana voltada à população acima de 50 anos, recomenda que profissionais adaptem seus currículos. Consultoria especializadas em recrutamento e plataformas de orientação profissional também vêm incentivando essa prática, tratando-a como essencial para não sofrer com preconceito de idade.

A realidade é polêmica: enquanto empresas buscam “frescor” e “energia” – muitas vezes sinônimos de profissionais mais jovens – profissionais experientes precisam literalmente apagar seu histórico para competir em pé de igualdade. Alguns removem datas de formação acadêmica, reduzem o número de cargos listados e até modificam informações que poderiam indicar quantos anos realmente têm de carreira.

É um cenário que reflete um problema maior na indústria: a falta de diversidade etária e o ageism ainda campeiam nas seleções. Enquanto isso, talentos experientes precisam fazer reload do seu CV para conseguir uma nova oportunidade. A questão permanece em aberto: será que essa é a solução para o problema, ou apenas mascara um preconceito que deveria ser eliminado na fonte?

Fonte: Voxel

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