Diretores de Suicide Squad quase desistiram da indústria após fracasso do jogo
O fracasso de Suicide Squad: Kill the Justice League deixou marcas profundas na Rocksteady Studios. Dois dos diretores do jogo revelaram recentemente que consideraram abandonar completamente a indústria de desenvolvimento de games após o insucesso do título.
Axel Rydby, um dos quatro diretores responsáveis pelo projeto, abriu o jogo sobre sua experiência. Ele ingressou na Rocksteady logo após o lançamento de Batman: Arkham Knight em 2015 e acompanhou todo o desenvolvimento de Suicide Squad nos anos seguintes. Seu colega Johnny Armstrong também participou ativamente da produção e concedeu entrevista à Bloomberg compartilhando os bastidores da criação.
Segundo Armstrong, havia grande confiança na equipe quando o projeto iniciou. “Havia, sem dúvida, uma sensação quando começamos. Arrogância seria a palavra errada, mas havia confiança”, revelou em entrevista. A confiança vinha da força da série Batman: Arkham, que conquistou fãs e crítica ao redor do mundo, levando a Rocksteady a acreditar que conseguiria repetir o sucesso.
O problema começou a aparecer durante o desenvolvimento. Rydby percebeu um abismo crescente entre sua visão criativa para o jogo e o que os executivos da Warner Bros. queriam. Enquanto os diretores defendiam uma experiência focada em gameplay e imersão — sem pressionar os jogadores a fazer compras constantes — a publisher buscava um título de serviço contínuo, modelo que prioriza monetização recorrente.
Esse conflito de visões resultou em um jogo que não conseguiu agradar seu público-alvo. O modelo de negócio agressivo afastou jogadores que esperavam uma experiência similar aos antigos Arkham, enquanto o gameplay sofreu para se adequar à estrutura de live service.
A situação ilustra um problema crescente na indústria: a pressão das grandes publishers por lucros imediatos muitas vezes conflita com a criatividade dos desenvolvedores, resultando em projetos que não satisfazem ninguém.
Fonte: GameBlast




