Shawn Layden revela: PlayStation deveria ter feito PSP 2 em vez do Vita
Shawn Layden, ex-presidente da divisão PlayStation, voltou a comentar sobre uma polêmica declaração que fez recentemente: Sony teria cometido um erro ao desenvolver o PlayStation Vita em lugar de lançar uma sequência direta do PlayStation Portable (PSP).
O executivo, que liderou a PlayStation durante uma das eras mais importantes da empresa, aprofundou suas críticas ao handheld de 2011 durante entrevista recente. Segundo Layden, a questão central não era apenas o hardware em si, mas quanto de inovação o consumidor médio consegue absorver de uma vez.
“O desafio estava em apresentar muita tecnologia nova simultaneamente”, explicou Layden. O Vita trouxe recursos como tela touchscreen, painel traseiro sensível ao toque, conectividade Wi-Fi avançada e gráficos próximos aos de consoles domésticos – uma quantidade expressiva de mudanças para os jogadores portáteis da época.
Em contraste, um PSP 2 seria uma evolução mais natural. Manteria a essência que fez o PSP um sucesso estrondoso entre gamers brasileiros e mundiais, enquanto aprimoraria processador, gráficos e bateria. Seria um passo incremental, não um salto tecnológico.
A estratégia agressiva do Vita acabou prejudicando sua adoção. O Nintendo 3DS, lançado no mesmo período com uma proposta mais conservadora, conquistou a liderança do mercado portátil. O 3DS oferecia um incremente visual impressionante (a tecnologia 3D sem óculos) mantendo a familiaridade com o Nintendo DS – exatamente o equilíbrio que Layden argumenta ter faltado no Vita.
Esta análise retrospectiva de Layden oferece lições importantes sobre inovação na indústria de games: nem sempre o mais tecnologicamente avançado é o mais bem-sucedido. Às vezes, compreender o que o público consegue abraçar – e quando – determina o sucesso ou fracasso de um lançamento.
Fonte: Eurogamer




