PSP 2 teria salvado a Sony dos portáteis, diz ex-executivo do PlayStation
O fracasso do PlayStation Vita marcou o fim de uma era para a Sony no mercado de consoles portáteis. Mas e se as coisas tivessem sido diferentes? Segundo Shawn Layden, ex-presidente da divisão PlayStation, a resposta estava bem mais perto do que se imagina: um simples PSP 2 teria sido infinitamente melhor que a aposta arriscada da Vita.
Em entrevista, Layden argumenta que a gigante japonesa cometeu um erro estratégico ao tentar revolucionar demais o seu handheld. Ao invés de criar um novo aparelho com tecnologias caras e incompatíveis com a geração anterior, a Sony deveria ter seguido um caminho muito mais pragmático: evoluir o que já funcionava.
“Um PSP 2 com as melhorias óbvias e necessárias provavelmente já teria feito o trabalho”, afirma Layden. Uma delas seria extremamente simples de resolver: adicionar um segundo analógico de qualidade. O primeiro PSP sempre sofreu críticas pela limitação de possuir apenas um stick, algo que cansava jogadores em partidas longas.
O problema real, segundo o executivo, foi que a Sony preferiu criar obstáculos desnecessários para si mesma. O Vita chegou com cartões de memória proprietários e absurdamente caros, incompatibilidade total com os discos UMD do PSP original, e uma tela OLED inovadora que encarecia brutalmente o produto. Tudo isso sem adicionar funcionalidades que justificassem tanta ruptura.
Layden sugere que menos inovação, mas com as mudanças corretas, teria gerado um produto muito mais atrativo. A estratégia conservadora funcionou para Nintendo com suas evoluções incrementais do Game Boy, afinal. A Sony, porém, escolheu o caminho oposto e colheu os frutos amargos dessa decisão.
Hoje, com os portáteis modernos como Steam Deck e ROG Ally dominando a conversa sobre jogos em movimento, fica a questão: quanto a Sony deixou de ganhar por não seguir esse conselho?
Fonte: Flow Games




