Elden Ring na Switch 2 surpreende, mas tem seus limites
A Nintendo Switch 2 continua sendo uma máquina com capacidades limitadas, mas isso não impede que a Big N e suas parceiras insistam em portar alguns dos jogos mais pesados e ambiciosos para o handheld. O lançamento de Elden Ring: Tarnished Edition é um excelente exemplo dessa determinação.
Após mais de dez horas explorando o Lands Between no novo console portátil, é possível afirmar que FromSoftware conseguiu fazer um trabalho mais satisfatório do que o esperado inicialmente. Durante esse tempo, foi possível limpar a Península do Choro, explorar o Castelo da Tempestade e navegar por Liurnia dos Lagos antes de se aventurar pela infestada região de Caelid.
No entanto, a análise de desempenho fica incompleta neste momento, já que a verdadeira prova de fogo ainda não foi alcançada: o Reino da Sombra, cenário do DLC Shadow of the Erdtree que é conhecido por ser uma das áreas mais graficamente exigentes da experiência.
O que torna essa adaptação tão interessante é a ambição por trás dela. Elden Ring é um jogo massive, repleto de detalhes visuais e mecânicas complexas que, em teoria, seria um pesadelo para rodar em hardware mobile. A Switch 2, apesar de ser mais potente que sua antecessora, ainda opera dentro de restrições significativas quando comparada a consoles de última geração.
A Tarnished Edition traz o conteúdo completo do jogo, incluindo o expansivo DLC lançado este ano. Para jogadores que buscam a experiência de Elden Ring com portabilidade, essa pode ser uma opção viável, embora seja prudente manter expectativas realistas sobre fidelidade gráfica e fluidez em certos momentos.
Conforme mais tempo for investido nessa jornada, especialmente em áreas mais desafiadoras, poderemos ter uma conclusão mais definitiva sobre até onde a Switch 2 conseguiu levar a obra-prima de Hidetaka Miyazaki.
Fonte: Eurogamer




