Silent Hill: Townfall escolhe 1996 como cenário ideal para o horror — entenda o porquê
A franquia Silent Hill sempre explorou diferentes épocas históricas para potencializar suas narrativas de horror. Agora, o próximo capítulo da série, Silent Hill: Townfall, mergulha especificamente nos anos 90, e há uma razão bem pensada por trás dessa escolha criativa.
Em conversa com o GamesRadar+, Jon McKellan, roteirista do título, revelou que 1996 representa o “momento perfeito” para criar atmosfera assustadora. Segundo ele, a falta de tecnologia avançada nessa década é fundamental para amplificar a sensação de desespero e isolamento que o horror necessita para funcionar efetivamente.
“Quando você não possui um smartphone ou GPS para ajudar na navegação, fica muito mais vulnerável”, explica McKellan. “Mas também não é uma época tão distante que pareça completamente desconectada da realidade moderna. Esse equilíbrio faz dos anos 90 o período ideal para o terror.”
Essa mecânica narrativa torna-se ainda mais relevante quando consideramos o protagonista do jogo: Simon Ordell. Ele se vê forçado a retornar à fictícia ilha de St. Amelia, localizada na Escócia, com o objetivo de “corrigir erros do passado”. Sem recursos tecnológicos modernos para facilitar sua jornada, o jogador enfrenta uma experiência genuinamente claustrofóbica.
A escolha do cenário também reflete uma tendência crescente nos jogos de horror contemporâneos: a rejeição à tecnologia como solução. Enquanto muitos títulos modernos permitem que protagonistas se comuniquem facilmente ou obtenham informações em tempo real, Silent Hill: Townfall força o jogador a confiar em instintos, documentos físicos e observação ambiental—elementos clássicos do survival horror que tornaram a série icônica.
Essa abordagem promete ressignificar o que esperamos de um jogo de horror psicológico, lembrando os fãs por que a franquia conquistou tanta devoção ao longo dos anos. Silent Hill: Townfall chegará em breve para resgatar o terror à moda antiga.
Fonte: GameBlast




