RPG e Aventura

CD Projekt Red nega pressão de investidores no lançamento desastroso de Cyberpunk 2077

Quase seis anos após seu lançamento catastrófico, Cyberpunk 2077 continua gerando polêmica sobre as circunstâncias que levaram a CD Projekt Red a liberar o jogo em condições tão precárias. Agora, o co-CEO da desenvolvedora polonesa, Michał Nowakowski, veio a público negar que pressão de investidores tenha forçado o lançamento antecipado do título.

É inegável que o RPG cyberpunk chegou ao mercado em estado lamentável. Bugs generalizados, performance ruim em praticamente todas as plataformas e até corrupção de saves eram problemas corriqueiros. A experiência foi tão problemática que Sony removeu o jogo da PlayStation Store, um vexame raro na indústria.

Segundo Nowakowski, a equipe simplesmente queria libertar o jogo do desenvolvimento para entregá-lo aos jogadores. Mas essa declaração levanta questões incômodas: em 2020 e 2021, diversos relatos apontavam que a CD Projekt Red havia imposto períodos de crunch obrigatório — incluindo fins de semana de trabalho forçado — para tentar cumprir prazos.

O contraste é intrigante. Se não havia pressão externa de investidores, qual seria a justificativa para submeter desenvolvedores a essas condições extremas? A narrativa do CEO não parece se alinhar completamente com o que foi documentado na época.

A boa notícia é que Cyberpunk 2077 conseguiu se recuperar. Atualizações consistentes transformaram o jogo em uma experiência respeitável, especialmente com o lançamento da expansão Phantom Liberty. A própria CD Projekt Red reconhece que esse trabalho de redenção ainda não foi totalmente concluído.

Independentemente das explicações agora oferecidas, o lançamento de Cyberpunk 2077 permanece como um caso de estudo sobre como não gerenciar o desenvolvimento de um título AAA, servindo de lição para toda a indústria.

Fonte: Rock Paper Shotgun

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