Resonance: A Plague Tale Legacy – A Franquia Abandona a Furtividade e Aposta Tudo na Ação
A série A Plague Tale conquistou fãs ao redor do mundo com sua proposta única: jogos de furtividade e quebra-cabeças ambientados em uma versão sombria e sobrenatural da França medieval, durante a Guerra dos Cem Anos. Os jogadores controlavam crianças desesperadas tentando sobreviver a hordas de ratos devoradores e soldados inimigos, utilizando luz como principal mecanismo de defesa. A atmosfera gótica e cinematográfica era cativante, mas nem sempre o gameplay acompanhava a qualidade narrativa.
As frustrações eram recorrentes: seções furtivas excessivamente rigorosas terminavam em fracasso por um único passo errado, forçando o retorno ao checkpoint inicial. Em A Plague Tale: Requiem, alguns jogadores precisavam pular duas cinemáticas inteiras apenas para tentar novamente a mesma seção, uma experiência frustrante que quase levava muitos a desinstalar o jogo.
Resonance: A Plague Tale Legacy marca uma virada significativa: a franquia abandona sua identidade de jogo de furtividade e se reinventa como uma aventura de ação terceira pessoa. A desenvolvedora Asobo está apostando alto nessa transformação, oferecendo uma experiência completamente diferente das obras anteriores.
Com preço sugerido de R$ 260 (£44/$50), o jogo promete maior acessibilidade ao público gamer casual que talvez se intimidasse com os desafios furtivos anteriores. O título é totalmente jogável no Steam Deck, expandindo as opções de plataforma para usuários que preferem portabilidade.
A questão central para fãs da série é se essa mudança de direção consegue manter o charme atmosférico que definia A Plague Tale, agora com mecânicas de ação mais diretas e perdoáveis. Para novos jogadores, pode ser a oportunidade perfeita de entrar na franquia sem se preocupar com o rigor dos títulos anteriores.
Fonte: PC Gamer




