Solarpunk: Um Survival Indie Charmoso que Promete Mais do que Entrega
O estúdio indie Cyberwave trouxe para os gamers brasileiros um projeto ambicioso: Solarpunk, um survival em mundo aberto que tenta materializar os conceitos do movimento solarpunk — aquele que imagina um futuro sustentável, com energia limpa e sociedades igualitárias.
Na prática, o jogo coloca você em um arquipélago de ilhas flutuantes onde é necessário construir uma base, coletar recursos e evoluir tecnologicamente. A estrutura básica? Bem familiar para quem já jogou títulos como Minecraft ou No Man’s Sky. Você chegará em Hiero — o personagem principal — através de um paraquedas e, a partir daí, o desafio começa.
O Grande Diferencial: O Zepelim
O elemento que mais chama atenção é, sem dúvida, o dirigível que funciona como seu meio de transporte entre as ilhas. A cada atualização de progresso, você consegue viajar mais longe nesse céu vasto, descobrindo novos territórios e oportunidades. É um mecanismo criativo que reforça a temática de exploração responsável.
Apesar da base sólida, Solarpunk sofre com limitações na execução. O sistema de progressão, embora funcional, é bastante rígido. Jogadores que buscam explorar caminhos alternativos podem se frustrar com a falta de flexibilidade. A automação de recursos — elemento essencial em survivals modernos — chega um pouco lenta demais, tornando algumas horas de gameplay repetitivas.
Os gráficos são agradáveis, com uma paleta de cores vibrantes que reforça a proposta otimista do solarpunk. A trilha sonora ambiental funciona bem para imersão, mas o áudio geral carece de mais impacto.
Considerações Finais
Solarpunk é um jogo que diverte e apresenta uma proposta genuinamente interessante. Para fãs do gênero survival que buscam algo diferente, com mensagem positiva sobre sustentabilidade, vale a pena conferir. Contudo, players que esperam profundidade maior em mecânicas e liberdade criativa podem sair um pouco decepcionados. É um bom título indie, mas não revolucionário.
Fonte: GameBlast




