Cyberpunk 2077 no Mac prova que jogos AAA em arquitetura ARM são realidade
Cyberpunk 2077 é mais do que um RPG. Após anos de desenvolvimento e correções que o transformaram em um dos maiores sucessos de redenção da indústria, o título da CD Projekt RED virou também um laboratório tecnológico para o futuro do gaming.
A chegada da versão nativa para Apple Silicon em 2024 marca um ponto de virada importante: a arquitetura ARM, tecnologia que historicamente domina smartphones e tablets, finalmente provou que consegue rodar alguns dos jogos mais exigentes do mercado.
Testando um MacBook Pro fornecido pela Apple, foi possível constatar que, após cerca de um ano de otimizações, o resultado é impressionante. O game roda com fluidez em máquinas com processadores como o M-series, abrindo portas para uma transformação radical nos próximos anos.
O desenvolvimento não foi trivial. Portar um jogo de grande escala como Cyberpunk para uma arquitetura diferente exigiu trabalho intenso de engenharia, mas o resultado valida toda essa dedicação. Gráficos mantidos em alta qualidade, taxa de quadros estável e praticamente zero compromissos visuais fazem desta uma experiência completa.
Isso tem implicações diretas para o ecossistema Apple e além. Conforme mais estúdios ganham confiança nessa tecnologia, espera-se um aumento exponencial no catálogo de títulos premium para computadores com chips ARM. É o começo de uma era onde performance e portabilidade caminham juntas.
A mensagem é clara: o futuro dos games em ARM já começou, mas com um detalhe importante — máquinas com esses processadores ainda mantêm preço elevado no mercado. Enquanto a tecnologia amadurece, esse permanece como o principal obstáculo para uma adoção em massa.
Cyberpunk 2077 no macOS é, portanto, uma vitória tanto para a indústria quanto para a reputação da CD Projekt RED, solidificando a prova de que a arquitetura ARM é viável para o gaming de alto nível.
Fonte: Voxel




