EA renova marca de Ultima e criador da série tenta recuperar direitos autorais em 2025
Após quase uma década de silêncio, a franquia Ultima pode estar prestes a ganhar novos capítulos. A Electronic Arts (EA), detentora dos direitos da série há muitos anos, realizou o registro de novas marcas comerciais para Ultima esta semana, reavivando esperanças de fãs que acompanham a icônica série de RPG desde seu lançamento em 1981.
O último lançamento oficial da franquia foi em 2015, quando saiu Underworld Ascendant, um spin-off que não conseguiu captar a mesma magia dos títulos clássicos. Para uma série com mais de 40 anos de história e que marcou gerações de jogadores brasileiros que descobriam o gênero RPG através de seus mundos imersivos, esse hiato é considerado longo demais pela comunidade.
A renovação das marcas pela EA despertou a atenção de quem realmente conhece o DNA de Ultima: Richard “Lord British” Garriot, o criador original da série. Em resposta aos movimentos da EA, Garriot está se posicionando para tentar recuperar os direitos autorais de sua criação no próximo ano, quando as cláusulas de reversão de direitos autorais americanas permitirão que ele reclame a propriedade intelectual.
Esta é uma batalha geracional entre o pioneiro que concebeu um dos maiores RPGs da história e a megacorporação que controlou a propriedade por décadas. A lei americana prevê que criadores originais podem recuperar direitos após períodos específicos, e Garriot parece estar sincronizado com esse calendário legal.
Para a comunidade gamer, especialmente nostálgica, a possibilidade de que Ultima retorne às mãos de seu criador abre perspectivas interessantes. Um novo jogo desenvolvido sob a visão original de Lord British teria uma proposta completamente diferente do que a EA poderia produzir.
Os próximos meses serão decisivos. Enquanto isso, fãs veteranos de RPG continuam acompanhando essa saga corporativa e criativa que pode redefinir o futuro de uma das franquias mais importantes dos videogames.
Fonte: Rock Paper Shotgun




