Stranger Than Heaven: o sistema de combate mais inovador que vimos em tempos
O burburinho na Summer Game Fest deste ano girava em torno de um ponto: Stranger Than Heaven é brutalmente difícil. Depois de colocar as mãos no título, posso confirmar que a reputação é verdadeira. Porém, existe um porém importante.
Nos primeiros minutos, o jogo realmente desafia o jogador a sair de sua zona de conforto. O demo oferecido no evento reunia apenas três combates com dificuldade progressiva, precedidos por um rápido tutorial em vídeo. Parecia receita para frustração total.
Mas aqui está o pulo do gato: assim que você abandona os reflexos automáticos e aprende a pensar dentro da lógica proposta pelo game, a dificuldade deixa de ser um muro intransponível. Ela se transforma em algo muito mais interessante: um quebra-cabeça envolvente.
O sistema de combate de Stranger Than Heaven ocupa um espaço fascinante no espectro dos jogos de luta. Se colocarmos QWOP – aquele jogo que brinca com controles absurdos – em uma ponta e Tekken na outra, este novo título se posiciona em algum ponto do meio, misturando complexidade mecânica com acessibilidade conceitual.
O que torna a experiência tão envolvente é justamente esse equilíbrio. Não se trata apenas de apertar botões na sequência correta ou decorar combos. É necessário repensar completamente sua abordagem ao combate, adaptando-se a um sistema que recompensa criatividade e improviso.
Para jogadores que buscam desafios genuínos sem que isso signifique simplesmente apertar mais rápido que o adversário, Stranger Than Heaven promete ser uma experiência refrescante. A curva de aprendizado é acentuada, sim, mas o payoff parece absolutamente válido.
Estamos falando de um título que consegue ser simultaneamente desafiador e inteligente – qualidade rara em um gênero frequentemente dominado por fórmulas repetidas.
Fonte: Eurogamer




