Zero Parades: For Dead Spies – A Sequência Espiritual que Não Consegue Ser Ela Mesma
A ZA/UM está de volta com Zero Parades: For Dead Spies, seu segundo grande projeto após o aclamado e controverso Disco Elysium. Mas antes de você pensar em uma continuação direta, prepare-se para uma reviravolta: este não é um sequel.
O novo título é um RPG isométrico repleto de diálogos, focado na história de uma espiã que não é particularmente hábil em sua profissão. Após anos afastada dos serviços, ela é chamada para uma última missão – um conceito narrativo intrigante que promete explorar temas de redenção e abandono.
O jogo está marcado para chegar em 21 de maio de 2026 com preço sugerido de R$ 200 (convertendo os US$ 40). Será necessário Windows 11 e uma placa de vídeo decente, como uma RTX 2060, para rodar a experiência sem problemas.
Contudo, há um porém considerável: apesar de trazer melhorias mecânicas interessantes, Zero Parades é essencialmente um produto híbrido. A ZA/UM pegou sua fórmula consolidada e apenas trocou a superfície – novos personagens, novo mundo, mesma estrutura narrativa. Isso soa familiar? Pois é.
A questão central é que a abordagem narrativa pesada do Disco Elysium, embora funcionasse perfeitamente em um jogo de detetive noir, não se adapta tão bem ao contexto de espionagem. O resultado é um título que tenta ser independente, mas carrega muito peso do legado anterior sem conseguir completamente se reinventar.
Portanto, Zero Parades é um jogo ambicioso que oferece melhorias técnicas e uma nova história para explorar, mas sua incapacidade de abraçar uma identidade visual e narrativa própria, diferente de seu antecessor, acaba prejudicando a experiência geral. Para fãs de RPGs narrativos, pode ser uma opção interessante. Para quem espera uma inovação completa da desenvolvedora, pode ser decepcionante.
Fonte: PC Gamer




