Industria

Procon-SP cobra respeito aos direitos dos consumidores em fim da mídia física do PlayStation

A polêmica envolvendo o encerramento da produção de jogos em disco para o PlayStation segue gerando repercussões no Brasil. Após a deputada federal Erika Hilton protocolar uma denúncia junto à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), agora o Procon-SP se posicionou oficialmente sobre o assunto.

Em comunicado ao Voxel, o órgão paulista esclareceu que empresas têm liberdade para alterar suas estratégias comerciais. Porém, fez questão de alertar: qualquer mudança precisa estar totalmente alinhada com o Código de Defesa do Consumidor (CDC), especialmente quando mexe com direitos já estabelecidos dos jogadores que já investiram em sua biblioteca de discos.

A situação intensificou-se após a Sony anunciar que, a partir de janeiro de 2028, todos os novos lançamentos para PlayStation chegarão apenas em formato digital. Essa transição representa um marco importante na indústria dos games, sinalizando o fim de uma era que durou décadas — desde os tempos dos cartuchos até os Blu-rays atuais.

Para muitos gamers brasileiros, essa mudança levanta questionamentos legítimos. Afinal, nem todo jogador tem acesso confiável à internet de alta velocidade, e há também questões sobre propriedade: quem compra um jogo digital não possui a mídia física e pode perder acesso em caso de encerramento dos servidores da plataforma.

O Procon-SP deixou claro que acompanhará de perto a implementação dessa política, garantindo que consumidores não sejam prejudicados. A Sony, por sua vez, mantém-se em silêncio sobre o tema enquanto o debate continua aquecido nas comunidades gamer brasileiras.

A expectativa agora é que a empresa dialogue com órgãos de proteção ao consumidor antes de concretizar essa transição definitiva, respeitando os direitos já conquistados pelos jogadores brasileiros.

Fonte: Voxel

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