Diretor de WoW defende reforma da interface: “Tem sido bem-sucedida”, mas admite imperfeições
A expansão World of Warcraft: Midnight trouxe uma das mudanças mais polêmicas dos últimos anos: a restrição aos addons (modificações) que afetavam o combate. A iniciativa da Blizzard tinha um objetivo claro e controverso — impedir que jogadores precisassem transformar sua tela de jogo em um “painel de controle de avião desenhado por alguém bêbado”, como bem descreveu um crítico.
Agora, Ion Hazzikostas, diretor de jogo de World of Warcraft, saiu em defesa dessa polêmica decisão. Em entrevista recente ao PCGamesN, ele afirmou que a reformulação da interface tem apresentado resultados positivos, mesmo reconhecendo que ainda há muito trabalho pela frente. “Sei que pode parecer uma afirmação controversa, mas diria que, no geral, a nova interface tem sido bem-sucedida até agora. Não está completa, não é perfeita; há mais trabalho a fazer, e estamos continuando nesse esforço”, declarou Hazzikostas.
A mudança eliminou o acesso de criadores de addons às informações críticas de combate, com poucas exceções. Embora a restrição tenha sido bem recebida por alguns jogadores — especialmente os que brincam como DPS (dano por segundo) — a comunidade de curandeiros enfrentou dificuldades significativas. A desconexão entre o design das encounters (desafios) criados pela Blizzard e a capacidade da interface padrão em fornecer informações adequadas de cura gerou frustração considerável.
O desafio agora é equilibrar a visão de design da desenvolvedora com as necessidades reais dos diferentes papéis dentro do jogo. Hazzikostas reconhece que o trabalho está longe de terminar, sugerindo que a Blizzard pretende continuar refinando a interface baseada no feedback dos jogadores.
Para a comunidade brasileira de WoW, a questão permanece: será que a Blizzard conseguirá encontrar o ponto de equilíbrio entre simplicidade e funcionalidade sem abrir mão de sua visão original?
Fonte: PC Gamer




