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Call of Duty Black Ops 2 retorna com editor de emblemas… e problemático

Enquanto a indústria dos games acompanha os recentes cortes de pessoal e reestruturações na Microsoft, a Activision surpreendeu com um movimento que agradou parte da comunidade: o lançamento de versões remasterizadas de Call of Duty: Black Ops (2010) e Black Ops 2 (2012) para PlayStation.

As remasterizações chegam com um preço salgado — US$ 40 cada título — e exclusividade no console Sony deixou de fora os jogadores que originalmente viveram esses clássicos no PC. Apesar das limitações, os ports são bem completos, oferecendo upscaling para 1080p e mantendo praticamente todo o conteúdo original intacto.

O destaque inesperado foi a preservação do editor de emblemas, uma das ferramentas mais amadas e controversas dos tempos de ouro da Treyarch. Esse recurso permite que jogadores criem designs personalizados para exibir em suas cartas de visita dentro do jogo — uma tradição que marcou gerações de fãs da franquia.

Porém, a nostalgia encontrou um problema familiar: assim como nos tempos originais, a comunidade rapidamente descobriu brechas no sistema de moderação. Em poucas horas, jogadores começaram a compartilhar emblemas contendo símbolos nazistas, referências ao 11 de setembro, representações de assassinatos políticos e símbolos da supremacia branca.

O fenômeno não surpreendeu veteranos da série — o editor sempre foi um espaço onde a criatividade se chocava com problemas de moderação. Call of Duty, especialmente durante o período Black Ops, era conhecido por sua comunidade jovem e às vezes tóxica.

A descoberta levanta questões sobre como a Activision planejava implementar proteções no editor restaurado. A questão agora é: a empresa conseguirá fazer o que deveria ter feito nos tempos originais — criar sistemas de moderação adequados — ou veremos história se repetir em 2024?

Fonte: PC Gamer

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