Assassin’s Creed Origins: Por que o Egito é considerado o melhor mundo aberto da série?
A franquia Assassin’s Creed tem o hábito de nos transportar para civilizações em seu auge de glória. De Florença renascentista até Londres durante a Revolução Industrial, sempre visitamos períodos de esplendor histórico. Porém, Origins faz uma escolha diferente e arriscada: nos leva ao Egito Antigo em seus últimos suspiros.
Em vez de explorar a época dourada dos faraós, Ubisoft optou por mostrar um Egito em declínio. A linhagem faraônica chega ao fim enquanto os gregos transformam drasticamente a paisagem, cultura e práticas religiosas da região. Essa decisão criativa resulta em uma experiência visual e narrativa fascinante.
O contraste arquitetônico é impressionante nas grandes cidades. Estátuas de deuses egípcios aparecem deterioradas e esquecidas, completamente ofuscadas por imponentes estátuas de mármore grego perfeitamente polidas. Até mesmo monumentos icônicos como as Pirâmides de Gizé e a Grande Esfinge estão visivelmente danificadas, reforçando a sensação de decadência.
Há uma melancolia poética em testemunhar essa grande civilização desaparecer enquanto invasores estrangeiros erguem templos brilhantes e acrópoles no deserto. Essa abordagem diferenciada transforma o mundo aberto em muito mais que um simples cenário para missões – ele se torna um personagem próprio, contando a história de transição e conflito através de cada estrutura arquitetônica.
Essa escolha narrativa elevou Origins acima de seus antecessores em termos de imersão histórica. O jogo não apenas oferece um vasto mapa para explorar, mas cria uma atmosfera única onde a história respira através do ambiente. Para muitos jogadores, esse Egito decadente, porém magnífico, se consolidou como o melhor mundo aberto já criado na série.
Fonte: PC Gamer




