Washington Post reconhece Doom como uma das 25 obras mais influentes da cultura americana
A indústria dos videogames acaba de receber uma validação histórica. O Washington Post, um dos jornais mais respeitados dos Estados Unidos, incluiu Doom na sua lista das 25 obras mais influentes da cultura americana de todos os tempos. O clássico shooter de 1993, desenvolvido pela id Software, conquistou um lugar ao lado de ícones culturais como Mickey Mouse, as calças Levi’s e músicas legendárias do blues.
A lista foi elaborada para comemorar os 250 anos da independência americana, e cada década é representada por uma obra que marcou sua época. Doom foi selecionado para representar o período de 1986 a 1995, superando outras produções significativas do mesmo período. Essa escolha demonstra como um jogo de computador conseguiu transcender o entretenimento para se tornar um fenômeno cultural que moldou não apenas a indústria de games, mas toda uma geração de desenvolvedores.
O impacto de Doom vai muito além dos números de vendas impressionantes. O título revolucionou o gênero de tiro em primeira pessoa, estabelecendo as bases que praticamente todos os FPS modernos seguem até hoje. Mais importante ainda, popularizou os videogames em massa, transformando o que era considerado um passatempo de nicho em entretenimento mainstream.
A presença de Doom nesta seleção prestigiosa do Washington Post ao lado de obras literárias como “Common Sense” de Thomas Paine e narrativas históricas fundamentais reforça o reconhecimento de que os videogames são, de fato, uma forma de arte e expressão cultural tão relevante quanto literatura, música e cinema. É uma vitória simbólica importante para toda a comunidade gamer brasileira e mundial.
Este reconhecimento não é surpresa para quem acompanha a história dos videogames, mas ter a validação de uma instituição tão renomada certamente abre portas para que outras produções do meio sejam consideradas com o mesmo peso cultural e histórico.
Fonte: PC Gamer




