RPG e Aventura

Antes de Dishonored, criadores de Thief quase permitiram que Garrett virasse um rato

A série Dishonored é conhecida por suas mecânicas inovadoras de gameplay, especialmente a capacidade de possessão que permite ao protagonista Corvo Attano controlar criaturas, incluindo ratos, para acessar áreas restritas. Mas essa ideia criativa tem raízes mais profundas do que se imagina na história dos games.

Quinze anos antes do lançamento de Dishonored, os desenvolvedores por trás de Thief: The Dark Project — o clássico que praticamente pavimentou o caminho para o jogo de Arkane Studios — consideraram implementar uma mecânica semelhante. Garrett, o protagonista da série original, quase ganhou a capacidade de se encolher até o tamanho de um rato para se esgueirar por tubulações e buracos de roedores.

Diferentemente de Corvo, que possui poderes sobrenaturais variados, Garrett sempre foi definido como um ladino puro, dependendo de furtividade, agilidade e inteligência para completar suas missões. A adição dessa habilidade de transformação representaria uma mudança significativa na identidade do personagem.

Em entrevista concedida à revista PC Gamer em 2018, durante as celebrações dos 20 anos de Thief, o designer criativo Tim Stellmach revelou detalhes sobre essa mecânica descartada. Embora os conceitos tenham sido explorados internamente, a equipe decidiu manter Garrett humano e sem superpoderes, mantendo o foco na pureza do stealth gameplay.

Essa decisão de design mostra como os criadores entendiam que a identidade de Thief deveria permanecer fundamentada na realidade, mesmo que em um mundo fictício. Enquanto Dishonored abraçaria posteriormente a fantasia e o sobrenatural como elementos centrais, Thief escolheu celebrar o que o tornou especial: um ladrão comum — mas extraordinariamente talentoso — operando em um mundo que segue as regras da física.

É fascinante observar como ideias que eventualmente se tornaram pilares de outros franchises foram consideradas e rejeitadas pelos criadores originais, moldando assim trajetórias diferentes para universos que compartilham DNA criativo.

Fonte: PC Gamer

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