Remedy quer conquistar o mundo: CEO aponta que Alan Wake e Control venderam menos do que mereciam
O recém-nomeado CEO da Remedy Entertainment, Jean-Charles Gaudechon, levantou uma questão que intriga muitos fãs da desenvolvedora finlandesa: por que franquias tão boas quanto Alan Wake e Control não alcançaram o sucesso comercial esperado?
Em entrevista concedida à The Game Business, o executivo não poupou palavras ao analisar o potencial inexplorado desses títulos. Para ele, essas propriedades intelectuais possuem um teto de crescimento muito maior do que o atingido até agora, e a empresa está determinada a explorar esse caminho.
Uma estratégia de expansão ambiciosa
Para mudar essa realidade, a Remedy apostou em uma parceria estratégica com a produtora de conteúdo Annapurna, conhecida por adaptar narrativas de jogos para cinema e séries. A ideia é clara: levar Alan Wake e Control para fora dos consoles e PCs, atingindo um público completamente diferente.
"Nosso acordo com a Annapurna visa aprimorar ainda mais nossos jogos e nossas franquias, permitindo que alcancem pessoas que não consomem games", explicou Gaudechon, apontando essa expansão multimídia como fundamental para o crescimento da marca.
O potencial adormecido das franquias
Control, lançado em 2019, conquistou crítica elogiosa por sua direção criativa única e gameplay inovador, mas não emplacou números de vendas blockbuster. Já Alan Wake, apesar do aclamado Alan Wake 2, continua sendo um exclusivo de nicho em comparação com gigantes do mercado.
A Remedy reconhece que essas franquias têm muito mais a oferecer. Com a chegada de adaptações audiovisuais de qualidade, a desenvolvedora acredita que conseguirá criar um ecossistema de conteúdo que alimentará interesse nos jogos originais — uma estratégia que grandes publishers como Microsoft e Amazon já comprovaram funcionar.
O novo CEO é otimista: o futuro das propriedades da Remedy passa por pensar além dos games, algo que a indústria está aprendendo a fazer cada vez melhor.
Fonte: GameBlast




