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Flask: O Autobattler que me fez amar táticas de combate automático

Durante anos, dediquei-me a derrotar goblins em todo tipo de jogo imaginável. Entre MMOs, RPGs e estratégia em tempo real, perdi a conta de quantas criaturas verdes caíram pela minha mão. Mas Flask, um autobattler que acaba de lançar sua demo no Steam, mudou completamente minha perspectiva sobre o gênero.

No lugar de simplesmente massacrar goblins por puro instinto de combate, agora me vejo questionando: o que realmente há no coração de um goblin? A resposta é desarmantemente simples: sangue valioso. Como um alquimista desesperado por solvência financeira, estou montando esquadros de homúnculos mutantes para explorar as terras além do Portão dos Goblins, deixando um rastro sangrento (e portanto lucrativo) em busca de riqueza.

Minha trajetória com autobattlers era praticamente inexistente até conhecer Flask. O que me conquistou foi imediatamente o estilo artístico impressionante, criado pelo artista John Kenn Mortensen. A direção visual é riscada, grotesca, quase um híbrido perturbador entre a capa de um álbum de metal, os trípticos alucinantes de Hieronymus Bosch e a estética sombria de Edward Gorey. Cada frame respira uma atmosfera única que poucos jogos conseguem capturar.

O diferencial de Flask é transformar o que poderia ser apenas mais um roguelike tactical em uma experiência visualmente hipnotizante. Montar seus pequenos combatentes estranhos, cada um com habilidades e características próprias, deixa de ser apenas um exercício matemático de otimização e se torna verdadeiramente divertido.

Para aqueles que, como eu, nunca tiveram grande interesse em autobattlers, Flask é um convite irrecusável. Prova que o gênero pode ser muito mais que números em movimento automático—pode ser arte, humor negro e diversão genuína em uma embalagem visual memorável.

Fonte: PC Gamer

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