Cinema brasileiro perde uma lenda: Luiz Carlos Barreto morre aos 98 anos
O mundo do cinema nacional está de luto. Luiz Carlos Barreto, um dos maiores nomes da sétima arte brasileira, faleceu nesta quarta-feira (22) aos 98 anos, no Rio de Janeiro. O cineasta, carinhosamente conhecido como “Barretão” pela indústria, estava internado no hospital Copa Star desde o início da semana, onde recebia tratamento para uma infecção pulmonar causada por pneumonia.
Natural de Sobral, no Ceará, Barreto deixa um legado cinematográfico que marcou gerações. Sua saúde havia se deteriorado ao longo de 2024, especialmente após sofrer uma queda durante uma viagem ao estado nordestino. Apesar dos desafios dos últimos anos, o diretor continuava sendo uma figura emblemática na história do cinema nacional.
Uma carreira que começou diferente
Poucos sabem que Barretão não começou diretamente nas telonas. Sua jornada profissional iniciou como fotojornalista na revista O Cruzeiro, onde ganhou experiência clicando grandes celebridades enquanto funcionava como correspondente na Europa. Esse background em fotografia seria fundamental para sua visão cinematográfica única.
O encontro com Glauber Rocha, um dos maiores cineastas do Brasil, foi um divisor de águas em sua carreira. Essa parceria abriu portas para que Barreto se consolidasse como produtor e diretor de obras memoráveis que definiram a sétima arte brasileira.
Um homem de família e dedicação
Casado com Lucy Barreto há impressionantes 71 anos, Luiz Carlos deixa três filhos (Bruno, Paula e Fábio, já falecido), além de nove netos e oito bisnetos. Sua vida pessoal refletia a mesma dedicação que demonstrava na profissão.
A morte de Barretão marca o fim de uma era no cinema brasileiro, deixando um vazio que dificilmente será preenchido. Seus filmes continuam sendo referência para novas gerações de cineastas e cinéfilos que estudam a história do audiovisual nacional.
Fonte: Voxel




