PlayStation sem disco: como o fim da mídia física pode enterrar o mercado de jogos usados
A Sony anunciou uma decisão que promete mexer com um dos pilares do mercado gamer: a partir de janeiro de 2028, a fabricação de jogos em mídia física para PlayStation chegará ao fim. A medida pode impactar significativamente o comércio de títulos usados, um segmento movimenta atualmente US$ 7,2 bilhões globalmente e segue em expansão.
Para quem não acompanhou, esse movimento faz parte de uma tendência cada vez mais forte na indústria: empurrar consumidores para o modelo totalmente digital. Porém, especialistas apontam que a mudança pode criar gargalos no acesso aos jogos, especialmente para jogadores com internet instável ou orçamento limitado.
De acordo com análises da Dataintelo, o setor de videogames usados tem potencial para crescer até US$ 13,8 bilhões até 2034. Com o fim dos discos do PlayStation, essa projeção otimista pode sofrer um baque considerável nos próximos anos.
Michael Pachter, diretor de planejamento estratégico da Wedbush Securities, colocou números na conversa: segundo ele, historicamente pelo menos um terço dos games vendidos mundialmente foram comercializados como itens usados. Essa cifra demonstra o peso real desse mercado para a indústria e para os consumidores.
Os gamers brasileiros também expressam preocupações legítimas. Além do impacto econômico para quem compra jogos de segunda mão, há questões relacionadas à preservação de acervos digitais e à acessibilidade de títulos antigos. Se você não conseguir o jogo em disco e a Sony descontinuar a versão digital, adeus ao título.
A comunidade já começou a protestar contra a decisão, questionando se uma transição tão brusca é realmente necessária. O debate agora é: será que a conveniência do digital compensa o desaparecimento de opções tradicionais?
Fonte: Voxel




