Steam Machine é a maior vítima da crise de memória RAM, e isso é frustrante demais
A Valve lançou o Steam Machine com uma proposta ambiciosa: trazer jogos de PC para a sala de estar do brasileiro comum, com um aparelho acessível e prático. Só que a realidade do mercado de hardware foi bem menos generosa do que o esperado.
Depois de revisar o dispositivo, fica claro que os preços finais simplesmente não fazem sentido. O modelo básico com 512 GB custa incríveis US$ 1.049 (algo próximo a R$ 5.200 em conversão direta). Adicione um controle oficial, e você chega a US$ 1.128. Isso é completamente diferente das previsões iniciais de aproximadamente US$ 525 para a versão sem extras.
A culpa? A chamada “RAMpocalypse” — a crise global de memória RAM que começou quando o mercado de servidores de inteligência artificial sugou a capacidade produtiva de fabricantes de módulos de memória. O resultado foi uma escalada de preços em praticamente toda eletrônica de consumo.
O cenário era bem diferente em novembro do ano passado, antes dessa crise desencadear. Naquela época, as previsões pareciam razoáveis. Recentemente, a indústria tentou se adaptar e revisar as estimativas, mas o dano já estava feito.
O problema é que o Steam Machine não consegue justificar seu preço premium. Para a maioria dos gamers brasileiros, investir mais de R$ 5 mil em um PC de sala se torna inviável quando você consegue montar uma máquina decente para jogos em monitores convencionais por bem menos dinheiro.
A Valve realmente tinha uma oportunidade de ouro aqui: democratizar os jogos de PC em TVs. Mas a crise de supply chain global transformou esse sonho em um produto praticamente inacessível para seu público-alvo.
Fonte: PC Gamer




