Tetris Company enfrenta governo dos EUA por jogo político; empresa promete ação legal
A Tetris Company entrou em confronto público com o governo americano após o lançamento de um jogo paródia do clássico videogame Tetris que promove retórica política sobre segurança de fronteiras. A empresa, detentora dos direitos da franquia, já sinalizou estar preparada para tomar medidas legais contra a iniciativa.
O jogo em questão, chamado “Build the Wall” (Construa o Muro), inverte completamente a mecânica tradicional do Tetris. Em vez de eliminar linhas completas de blocos, o jogador empilha tijolos ao longo da “fronteira sul” para repelir zumbis invasores. A dinâmica de gameplay também muda: blocos agora eliminam criaturas não-mortas da mesma cor, abandonando inteiramente o conceito original que marcou gerações de jogadores.
A criação faz parte de um pacote maior de games propagandísticos lançado na semana anterior, incluindo paródias de clássicos como Snake e Flappy Bird. Alguns desses títulos chegam ao ponto de recreiar as telas de inicialização de consoles icônicos da indústria, como PlayStation, Nintendo e Xbox. Enquanto Sony, Nintendo e Microsoft mantêm silêncio até o momento, a Tetris Company decidiu se posicionar publicamente.
O comunicado da empresa, embora cortês em tom, deixa clara a preocupação com o uso não autorizado de sua propriedade intelectual. A empresa enfatiza seu compromisso com valores de conexão humana e entretenimento inclusivo, contrastando implicitamente com o teor divisivo do jogo político.
Este episódio reforça um debate crescente sobre os limites entre expressão política e apropriação de marcas registradas. A Tetris Company, que há décadas construiu uma reputação de neutralidade cultural ao manter seu jogo acessível globalmente, não pretende ver sua propriedade associada a campanhas políticas específicas.
A situação deve evoluir nos próximos dias, com possível ação legal em desenvolvimento.
Fonte: Rock Paper Shotgun




