Beastro: Um Cozy Game Promissor que Poderia Arriscar Muito Mais
A fantasia sempre foi um gênero que fascina jogadores e espectadores em geral. Desde livros e filmes até séries e games, as possibilidades parecem infinitas quando o assunto é explorar mundos mágicos repletos de dragões e aventuras épicas. No universo dos videogames, o elemento interativo nos permite viver essas narrativas de forma única e pessoal.
Beastro chega com uma proposta diferente daquele clichê do “herói escolhido”. Seguindo a abordagem narrativa do estilo Tavern Talk, o jogo nos coloca no papel de Panko, um jovem chef responsável por administrar o restaurante Mise en Place, localizado no pacífico vilarejo de Palo Pori. Nossa missão vai além de cozinhar: precisamos manter os guerreiros nutridos e motivados através de refeições mágicas e conversas significativas.
O resultado é uma mistura interessante entre um cozy game—aquele estilo relaxante e aconchegante—e um deckbuilder, mecânica que envolve construção estratégica de baralhos. A combinação soa promissora no papel, mas na prática, o jogo acaba não ousando tanto quanto seu potencial permite.
Quando seu colega Travers desaparece misteriosamente e monstros de dimensões desconhecidas começam a invadir Solido, o cenário se torna mais urgente. É nesse contexto que nossa jornada como chefe de cozinha ganha mais peso narrativo e propósito mecânico.
O que torna Beastro particularmente atrativo é sua tentativa de subverter expectativas. Em vez de puxar espada ou lançar feitiços, você está servindo comida e ouvindo histórias. É um conceito refrescante em um gênero frequentemente dominado por combate direto e exploração dungeon.
Porém, apesar dessa base sólida, a execução deixa a desejar. O jogo não explora completamente as possibilidades da sua premissa única, mantendo-se em um território seguro demais. Para aqueles que buscam uma experiência casual mas profunda, Beastro é uma opção válida, mas poderia ter ido muito além do que oferece.
Fonte: GameBlast




