Criador de Ultima quer recuperar direitos da série lendária da EA usando lei de direitos autorais de 50 anos
Richard Garrioth, o criador por trás de Ultima e conhecido no universo dos games como Lord British, está movimentando peças para reaver os direitos de sua icônica série RPG das mãos da Electronic Arts. A estratégia? Explorar uma brecha obscura na legislação de direitos autorais que poucos conhecem.
Ultima é considerada uma das franquias mais influentes da história dos RPGs, especialmente para quem acompanha a evolução dos games desde os anos 1980. A série foi pioneira em estabelecer convenções que se tornaram padrão no gênero, influenciando gerações de desenvolvedoras e jogadores ao redor do mundo. A EA adquiriu os direitos há anos, e desde então, a franquia praticamente desapareceu do radar do grande público.
A EA não tem publicado novos títulos principais da série há um bom tempo, deixando a propriedade intelectual meio esquecida nas prateleiras digitais da companhia. Isso abriu espaço para Richard Garriott considerar recuperar o controle criativo do universo que ajudou a construir.
A brecha legal que Garriott pretende usar envolve uma peculiaridade da legislação de direitos autorais norte-americana com aproximadamente meio século de idade. Esse tipo de disposição permite que criadores originais reclaimem propriedades intelectuais em certas circunstâncias específicas — uma oportunidade que poucos pensam em explorar contra gigantes como a EA.
Se bem-sucedido, esse movimento poderia reacender a série Ultima com visão criativa renovada sob a liderança de seu criador original. Para fãs que cresceram com os clássicos da franquia, seria uma vitória significativa e um possível catalisador para novos projetos na propriedade.
A batalha pela propriedade intelectual entre criadores e grandes publishers é tema recorrente na indústria de games, e o caso de Ultima pode estabelecer precedentes importantes. Será interessante acompanhar como essa disputa evolui nos próximos meses.
Fonte: Eurogamer




