Final Fantasy 7 Rebirth: Como a Square Enix usa personagens LGBTQ+ para criar um mundo mais autêntico
Final Fantasy 7 Rebirth é um jogo monumental em escala e conteúdo, e essa vastidão permite que a Square Enix explore detalhes narrativos sofisticados frequentemente ignorados em produções menores. Um exemplo notável é a subtil história de romance entre duas personagens lésbicas que se desenvolve naturalmente ao longo dos diferentes cenários do jogo.
Segundo Naoki Hamaguchi, diretor do título, essa abordagem inclusiva não é apenas uma questão de representatividade — é um compromisso com a autenticidade. A inclusão de personagens LGBTQ+ em FF7 Rebirth segue a filosofia de apresentar indivíduos “habitando esse mundo de forma genuína”, exatamente como pessoas reais o fariam.
Embora esses personagens ocupem papéis secundários na narrativa principal, sua presença é significativa por um motivo importante: demonstra que a Square Enix entende que diversidade humana não precisa ser gritante ou central para ser válida. Personagens queer podem existir naturalmente no universo de Midgar, sem que suas histórias de amor precisem dominar o enredo.
Essa estratégia narrativa contrasta com abordagens mais óbvias de representação, criando um espaço onde a diversidade simplesmente existe, integrada ao tecido social do jogo. É uma escolha madura de design que reflete como comunidades reais funcionam — com pessoas de diferentes orientações e identidades compartilhando o mesmo espaço, vivendo suas vidas sem necessidade de aprovação ou destaque especial.
Para a comunidade gamer brasileira, particularmente importantes é reconhecer que grandes produtoras estão evoluindo suas narrativas. Final Fantasy 7 Rebirth exemplifica como AAA titles podem equilibrar histórias épicas com representação genuína, criando mundos que refletem melhor a diversidade humana.
Fonte: Rock Paper Shotgun




