The Blood of Dawnwalker: o novo RPG que bebe da fonte de The Witcher 3 (e faz bem)
A Rebel Wolves, estúdio polonês formado por veteranos da indústria, não esconde sua admiração por The Witcher 3 ao desenvolver seu novo RPG de mundo aberto vampírico, The Blood of Dawnwalker. Após passar quatro horas com o jogo, fica claro que a influência da obra-prima da CD Projekt Red é notável, mas longe de ser cópia descarada.
O que impressiona é que os desenvolvedores conseguem absorver o estilo witcheriano sem perder sua própria identidade. Este é o tipo de estreia que não deveria funcionar tão bem para um novo estúdio, mas The Blood of Dawnwalker prova estar em boas mãos.
O prólogo, com aproximadamente três horas de duração, estabelece o tom melancólico da narrativa. O protagonista Coen vive em uma pequena vila medieval no leste europeu, antes de se transformar em um Vrakhiri — basicamente um vampiro. A comunidade é governada por Brencis, uma criatura deteriorada que, apesar de sua natureza assustadora, é comparativamente liberal em relação aos tiranos que o antecederam.
Sob seu comando, os aldeões não precisam se preocupar com impostos, dízimos ou trabalhos forçados — luxo raro neste mundo de fantasia sombria. Porém, existe um preço sinistro: o pálido Brencis exige sangue de seus cidadãos regularmente.
Essa premissa já demonstra como o estúdio consegue criar seu próprio espaço dentro do gênero, combinando elementos de narrativa profunda com mecânicas que rimam com The Witcher 3, mas com personalidade própria. A construção de mundo, o peso das escolhas morais e a atmosfera gótica funcionam em harmonia.
Para fãs de RPGs ambiciosos e histórias de vampiros épicas, The Blood of Dawnwalker se configura como uma alternativa extremamente promissora no gênero, provando que estudos menores podem criar experiências memoráveis quando contam com criatividade e dedicação.
Fonte: PC Gamer




