Zero Escape: Virtue’s Last Reward — quando se perder no jogo é parte da diversão
A segunda aventura da trilogia criada por Kotaro Uchikoshi, Zero Escape: Virtue’s Last Reward, finalmente chegou ao PC via Steam após sua estreia em 2012 nos portáteis Nintendo 3DS e PlayStation Vita. Desenvolvida pela Chunsoft, a visual novel continua a história iniciada em Nine Hours, Nine Persons, Nine Doors, mas com novos mistérios e personagens.
O protagonista desta vez é Sigma, um universitário que acorda preso em um elevador estranho sem ter a menor ideia de como parou ali. Para piorar a situação, ele descobre que não está sozinho — outras sete pessoas compartilham o mesmo destino incerto. Ao lado dele está Phi, uma garota que claramente sabe mais sobre a situação do que aparenta.
Antes que consigam processar o que está acontecendo, todos são apresentados às regras do Ambidex Game, um jogo mortal que determina seus caminhos dentro daquele complexo misterioso.
O começo é intrigante: um puzzle inicial segue para uma explicação dada por um coelho falante que aparece em uma tela — a IA do local. A partir daí, o caos toma conta. A proposta de Virtue’s Last Reward abraça deliberadamente a confusão do jogador, transformando o desconforto em uma experiência única.
O que torna esta visual novel especial é justamente sua capacidade de manter você desorientado. Diferente de muitos jogos que buscam clareza narrativa, VLR constrói sua identidade na sensação de estar completamente perdido — e curiosamente, isso funciona. Suas escolhas têm peso real, os caminhos se ramificam de formas inesperadas, e a sensação de descoberta constante mantém o jogador engajado.
Para fãs de narrativas complexas e puzzles desafiadores, Virtue’s Last Reward representa tudo que uma boa visual novel pode oferecer: mistério profundo, personagens memoráveis e aquela adrenalina de não saber exatamente o que vai acontecer a seguir.
Fonte: GameBlast




