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Motorslice: a obra-prima brasileira que resgata o parkour frenético em cenário pós-apocalíptico

A desenvolvedora brasileira Regular Studios acaba de lançar um título que promete reavivar a essência de clássicos como Mirror’s Edge e Prince of Persia — jogos que marcaram gerações com sua abordagem inovadora de plataforma e movimento fluido. Motorslice chega como uma resposta contemporânea a essa saudade, combinando parkour dinâmico, combate intenso e uma atmosfera brutalista que hipnotiza desde os primeiros segundos.

O jogo nos transporta para um futuro devastado onde máquinas conhecidas como Motores foram corrompidas por um vírus misterioso, transformando-se em ameaças colossais para a civilização. A protagonista, uma mercenária chamada apenas de P, assume o papel de Slicer — uma profissional especializada em eliminar essas máquinas infectadas. Sua missão aparentemente simples de limpar uma metrópole abandonada evolui para algo muito mais perigoso quando ela se depara com Motores ancestrais de proporções gigantescas: caminhões blindados, trens metálicos e helicópteros militares transformados em criaturas vivas.

O que torna Motorslice especialmente interessante é o equilíbrio entre exploração parkour e confrontos épicos. Os trechos de movimento fluem com naturalidade, permitindo que os jogadores se desloquem pelas ruínas urbanas com precisão e velocidade, lembrando justamente aquela sensação viciante de Mirror’s Edge. Porém, a obra não se contenta apenas com deslocamento — incorpora batalhas memoráveis contra chefes monumentais que exigem criatividade e domínio das mecânicas.

A direção de arte brutalista cria um contraste poderoso: estruturas de concreto cinzento e oxidado servem de palco para ações vibrantes e coloridas. Essa atmosfera desconfortável, quase opressiva, funciona perfeitamente para imergir o jogador nesse universo hostil onde cada movimento pode significar sobrevivência.

Regular Studios demonstra que o mercado brasileiro de desenvolvimento de games continua produzindo obras relevantes e inovadoras, capazes de dialogar com os melhores títulos independentes internacionais.

Fonte: GameBlast

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