Doom foi instalado em mais PCs que Windows: entenda o fenômeno que mudou os games para sempre
Doom é um daqueles títulos que transcendem o universo dos videogames. Sua importância histórica é tão grande que ainda hoje vemos o clássico sendo instalado em dispositivos improváveis, desde testes de gravidez até vapes. Mas existe um fato sobre a época de ouro do jogo que ainda impressiona: em meados dos anos 1990, Doom estava presente em mais computadores que o próprio Windows.
Esse detalhe fascinante ressurgiu através de uma entrevista antiga de John Carmack, o lendário programador da id Software, publicada pela PC Gamer em 2008. Na ocasião, Carmack refletia sobre as vantagens do modelo open source e shareware, mencionando um estudo realizado pela Microsoft na época que comprovou algo impressionante: havia mais cópias de Doom instaladas em máquinas pessoais do que do Windows 3.1.
Para contextualizar a magnitude desse fenômeno, é preciso lembrar que estamos falando de um período em que a distribuição de software era completamente diferente dos dias atuais. O shareware funcionava como um sistema de honestidade: os usuários podiam obter o jogo gratuitamente e, teoricamente, deveriam pagar se continuassem usando. Doom aproveitou essa abertura de forma brilhante, tornando-se praticamente onipresente nos computadores da era.
O que Carmack destacava era a dificuldade em medir o valor exato dessa penetração massiva. Afinal, milhões de pessoas conheciam Doom sem necessariamente pagar por ele. Porém, o programador reconhecia que essa exposição desenfreada não prejudicou o jogo ou a id Software – pelo contrário, criou uma aura de fenômeno cultural que persiste até hoje.
Esse período marca um momento crucial na história dos games, onde a criatividade, a inovação técnica e uma abordagem inovadora de distribuição convergiram para criar algo realmente revolucionário. Doom não apenas mudou a indústria de videogames; estabeleceu um precedente sobre como um jogo pode se tornar verdadeiramente ubíquo.
Fonte: PC Gamer




