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Gears of War: E-Day promete campanha sólida, mas com pontos frágeis

Depois de um longo período sem grandes lançamentos de campanhas single-player no gênero de tiro, Gears of War: E-Day chega como uma brisa fresca. A The Coalition apresenta uma proposta que divide opiniões: enquanto as missões lineares tradicionais entregam tudo que esperamos da franquia, as incursões por ambientes abertos deixam a desejar.

Em uma sessão de demonstração recente, tive acesso a duas missões cruciais no início da campanha. A primeira delas explorou exatamente o que Gears faz melhor: sequências lineares cinematográficas repletas de ação intensa. Disparar a Gnasher — a icônica espingarda — e literalmente desintegrar inimigos Locust enquanto os restos deles chovem sobre Marcus Fenix é simplesmente satisfatório. Esse tipo de momento define a série há quase duas décadas.

A segunda missão, porém, revelou as ambições da desenvolvedora em expandir os horizontes. A Bravo Squad foi solta em uma área aberta da Kolona City, completa com mapa interativo e objetivos opcionais para completar. Embora a ideia seja interessante e o gameplay funcione, esta seção carece do impacto visceral que torna Gears memorável. A liberdade de exploração acaba diluindo aquela sensação de pressão constante que caracteriza a franquia.

O que fica claro é que E-Day tem identidade dividida. Quando The Coalition se concentra naquilo que conhece — destruição em larga escala, combate tático em ambientes destruídos e roteiros bem construídos — o resultado é excelente. Mas quando tenta se reinventar através de sistemas mais abertos, o impacto diminui notavelmente.

Para os veteranos da série e fãs de shooters de terceira pessoa, Gears of War: E-Day promete entregar onde mais importa. Apenas não espere que o jogo revolucione a fórmula consolidada. Às vezes, o clássico é clássico por uma razão.

Fonte: PC Gamer

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