Thick as Thieves: O jogo caótico do estúdio de Warren Spector que surpreende pela diversão
O novo projeto do estúdio de Warren Spector chega ao mercado como uma proposta curiosa: um jogo de furtividade cooperativo em primeira pessoa que promete roubar sua atenção, apesar de suas limitações óbvias.
Uma experiência incompleta, mas envolvente
Thick as Thieves não esconde suas cicatrizes de desenvolvimento. O jogo chega em um estado claramente inacabado, com mecânicas que coxeiam e uma transição abrupta do conceito PvP original para o modo cooperativo atual. Mas, surpreendentemente, esses problemas não derrubam completamente a proposta.
O título apresenta uma narrativa que vai além de sua trama superficial sobre estátuas falantes e diamantes misteriosos. Há uma história maior por trás: a mudança de direção criativa, o lançamento prematuro e as costuras visíveis dessa transformação. Tudo isso, porém, não impede que o jogo funcione como uma experiência divertida.
O cronômetro de oito minutos como diferencial
O grande barato de Thick as Thieves é seu mecanismo central: um desafiador cronômetro de oito minutos que estrutura toda a experiência. Essa mecânica cria uma tensão constante durante as campanhas, relativamente curtas, e força os jogadores a trabalhar juntos contra o relógio.
Apesar do janelão visual e das questões técnicas que saltam aos olhos, o jogo consegue entregar momentos genuinamente amusantes em cooperativo. A fórmula de roubo furtivo em primeira pessoa, combinada com a pressão do tempo, cria situações hilariantes quando tudo dá errado – e com frequência dá.
Conclusão
Thick as Thieves é um jogo estranho, pequeno, e definitivamente imperfeito. Seu lançamento apressado deixou marcas profundas. Mas para quem busca uma aventura cooperativa diferente, com humor e adrenalina, pode ser uma surpresa agradável. Não é um jogo refinado, mas é autenticamente divertido.
Fonte: Eurogamer




