Canadá quer proibir menores de 16 anos em redes sociais e preocupa comunidade gamer
O governo canadense está movendo seus primeiros passos para implementar uma legislação inédita que baniria qualquer pessoa com menos de 16 anos de usar plataformas de redes sociais. A medida, apresentada pelo partido Liberal, segue uma tendência internacional de regulamentação mais severa, embora tenha enfrentado resistência significativa de países como Reino Unido e Austrália.
Para a comunidade de games e esports, essa decisão pode gerar impactos consideráveis. Muitos jovens talentos do cenário competitivo utilizam redes sociais para construir suas carreiras, conectar-se com times, patrocinadores e fãs. Streamers em desenvolvimento e jogadores aspirantes costumam depender dessas plataformas para ganhar visibilidade e monetizar seu conteúdo.
A iniciativa canadense vem acompanhada de alertas de especialistas que questionam sua viabilidade e efetividade. Críticos apontam que proibições rígidas podem ser contraproducentes, forçando menores a usar plataformas sem supervisão adequada ou contornar as restrições através de contas falsas.
O cenário é particularmente delicado considerando que crianças e adolescentes representam uma parcela significativa dos usuários de plataformas como TikTok, Instagram e YouTube — redes essenciais para criadores de conteúdo de gaming e produtores de esports.
A posição canadense contrasta com abordagens mais moderadas adotadas em outras regiões. Reino Unido e Austrália, por exemplo, enfrentaram recuo quando tentaram implementar regulamentações semelhantes, cedendo à pressão de educadores, tecnólogos e famílias que argumentam que educação digital é mais eficaz que proibições absolutas.
Enquanto isso, a comunidade brasileira de games observa atentamente como essas tendências internacionais podem influenciar futuras políticas públicas. Espera-se que o governo canadense leve em consideração o feedback global antes de finalizar a legislação.
Fonte: Dexerto




