Chefe da Xbox admite que gestão anterior esticou a corda demais; layoffs de 1.600 funcionários revelam crise estrutural
A Xbox passou por um momento turbulento esta semana com o anúncio de desligamento de aproximadamente 1.600 funcionários e o fechamento de cinco estúdios. Diante da polêmica, Asha Sharma, executiva máxima da divisão, foi obrigada a explicar os cortes drásticos – e, pela primeira vez, chegou perigosamente perto de culpar diretamente a administração anterior de Phil Spencer pela situação.
Segundo Sharma, a empresa foi espalhada de forma tão abrangente que perdeu seu foco estratégico. A executiva argumentou que uma Xbox verdadeiramente saudável conseguiria absorver crises do mercado sem precisar recorrer a medidas tão severas. A declaração é uma crítica velada ao modelo de expansão agressivo que caracterizou os últimos anos sob Spencer, quando a Microsoft investiu bilhões em aquisições e abertura de novos estúdios.
O comentário sobre a “crise de RAM” parece ser uma referência aos desafios técnicos e financeiros enfrentados pela companhia, sugerindo que uma organização mais saudável teria estrutura para contornar esses obstáculos sem prejudicar seus talentos. Para o público gamer brasileiro, a mensagem é clara: a Xbox cresceu demais, muito rápido, e agora está pagando o preço.
Os fechamentos incluem estúdios conhecidos pela comunidade gaming, deixando títulos em desenvolvimento incertos. Esse movimento contrasta com a estratégia ambiciosa dos anos anteriores, quando a gigante de Redmond tentou consolidar sua posição no mercado de consoles e jogos.
A situação reflete um padrão mais amplo na indústria, onde empresas de tecnologia têm recuado de expansões agressivas. Para a Xbox, o desafio agora é reconstruir confiança tanto entre desenvolvedoras quanto entre jogadores, mostrando que os cortes levarão a uma estratégia mais consistente e viável a longo prazo.
Fonte: Rock Paper Shotgun




