Do Quake 3 ao PlayStation: Como Harry Krueger, diretor de Returnal, moldou sua carreira nos clássicos dos games
Harry Krueger é um dos nomes mais respeitados da indústria de games atualmente, mas sua jornada começou tardiamente. O diretor criativo de Returnal, aclamado exclusivo do PlayStation 5, não cresceu jogando videogames, mas quando descobriu o mundo dos shooters competitivos, sua vida mudou completamente.
Em entrevista exclusiva, Krueger revela como Quake 3: Arena foi seu ponto de virada. “Passei de zero para herói. Nunca tinha tido um PC na vida, mas montei uma LAN, consegui cópias de Quake 3 e Tibetan Sun, e comecei a jogar com amigos na Grécia”, conta o diretor. Essas sessões de deathmatch (combates todos contra todos) moldaram sua visão sobre design de jogos e competitividade.
Sua carreira profissional começou na Housemarque, estúdio finlandês conhecido por seus títulos arcade e de ação rápida. Krueger trabalhou como programador em clássicos como Outland e Resogun, antes de assumir a direção criativa de Nex Machina em 2017. Essa experiência foi crucial para o desenvolvimento de Returnal, seu maior projeto até agora.
O que torna Krueger diferente é sua filosofia como jogador. Ele adota a abordagem completista: não deixa pedra sobre pedra, derrota todos os inimigos e busca explorar cada canto do mapa. Essa mentalidade se reflete em suas criações, que valorizam a profundidade, a reexperimentação e o domínio mecânico.
Além de Quake 3, Krueger cita influências clássicas como Deus Ex e Resident Evil, títulos que equilibram narrativa, gameplay desafiador e liberdade de ação. Essas inspirações se manifestam em Returnal, que combina ação frenética de roguelike com uma trama envolvente e inimigos extremamente desafiadores.
A trajetória de Krueger mostra como uma paixão tardia pelos games pode levar a contribuições significativas na indústria, especialmente quando impulsionada pelo respeito aos clássicos e pela busca constante pela excelência em design.
Fonte: PC Gamer



