Futuro incerto: funcionários da EA temem censura sob controle da Arábia Saudita
A compra da Electronic Arts pela Arábia Saudita, a maior aquisição de private equity da história, foi oficialmente finalizada no início deste mês. Com o acordo fechado, pesquisa recente revelou que muitos funcionários da empresa esperam um controle muito mais rigoroso sobre quais tipos de jogos poderão ser desenvolvidos.
As preocupações não são exatamente novas. Desde o anúncio da aquisição, colaboradores atuais e ex-funcionários manifestaram temor por possíveis restrições, especialmente em títulos visualmente diversos e inclusivos, como The Sims. Trick Weekes, ex-roteirista sênior da BioWare, resumiu bem a situação ao prever que “armas e futebol” permanecerão liberados, mas “conteúdo gay” provavelmente será censurado.
Apesar dos esforços da EA em tranquilizar os colaboradores afirmando que seus “valores culturais” permanecerão intactos sob a propriedade saudita, levantamentos mostram que as dúvidas persistem entre a equipe. Funcionários revelaram ceticismo quanto às garantias da empresa, considerando a histórico de restrições impostas por regimes com valores diferentes dos adotados pela indústria criativa ocidental.
A situação reflete um dilema crescente na indústria de games: o choque entre os valores progressistas que caracterizam grande parte do desenvolvimento moderno e políticas culturais mais conservadoras. Franquias como Mass Effect, Dragon Age e os próprios The Sims conquistaram legião de fãs justamente pela representatividade e diversidade oferecidas.
A tensão entre a liderança executiva tentando manter a confiança interna e os receios legítimos dos criadores pode moldar significativamente os próximos projetos do estúdio. Fãs e profissionais da indústria acompanham de perto como essa mudança de propriedade afetará o futuro das produções da EA nos próximos anos.
Fonte: PC Gamer




