Industria

George Lucas defende IA no cinema: ‘rejeitar é como preferir carroça a carro’

George Lucas voltou a comentar sobre inteligência artificial, e dessa vez sua perspectiva divide opiniões na indústria criativa. O lendário diretor compara o ceticismo contra IA a algo análogo a rejeitar automóveis em favor de carroças — uma posição que reflete sua visão progressista sobre tecnologia.

Em conversa com o podcast A Rabbit’s Foot, Lucas tocou em um assunto sensível: a resistência de cineastas à adoção de novas tecnologias. Ele mencionou amigos que trabalham com ele na Film Foundation, organização dedicada à preservação de filmes clássicos, que se recusam a abandonar a película tradicional.

Para Lucas, essa postura é equivocada. Segundo ele, a tecnologia não define a arte — a ideia central é o que importa. “É a imagem em movimento. Isso é o que realmente importa. Não é sobre a ferramenta, é sobre o conceito”, argumenta o criador de Star Wars.

O comentário chega pouco mais de um ano após Lucasfilm sofrer críticas severas por usar IA para gerar criaturas alienígenas em um projeto. Na época, a decisão foi amplamente ridicularizada pela comunidade criativa, gerando debate sobre os limites éticos da tecnologia.

Mesmo assim, Lucas permanece convicto. Ele compara rejeitar IA ao ceticismo histórico com automóveis: “É como alguém dizer ‘eu acredito que carroças puxadas por cavalos são o futuro real. Carros quebram, precisam de gasolina, dão problemas’. Não há nada que você possa fazer — essa é a realidade que vem aí”.

A posição de Lucas reflete uma divisão crescente entre criadores. Enquanto alguns veem IA como ferramenta libertadora para democratizar a produção, outros temem desemprego e perda de criatividade genuína. A indústria de games, já acostumada a inovações tecnológicas, acompanha atentamente esse debate que pode redefinir como conteúdo criativo é produzido.

Fonte: PC Gamer

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