Marco Legal dos Games completa 2 anos: o que mudou para os desenvolvedoras brasileiras?
A indústria de games no Brasil tem motivos para comemorar. Dois anos após a aprovação do Marco Legal dos Games, a lei continua gerando impactos positivos reais no setor — e a Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Games) não hesita em celebrar essa conquista histórica.
Segundo Rodrigo Terra, presidente da entidade, esse conjunto de diretrizes legais representa um marco importante para o funcionamento e organização do mercado gamer nacional. “Estamos nos estágios iniciais, mas já é possível enxergar resultados práticos”, afirma Terra.
Os números falam por si: eventos como a Gamescom Latam passaram a receber uma quantidade muito maior de estúdios brasileiros participando e apresentando seus projetos. É um sinal claro de que o setor está ganhando visibilidade e confiança institucional.
O Marco Legal nasceu do PL 2.796/2021, proposto pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão/SP). Essa legislação regulamenta diversos aspectos da indústria como fabricação, importação, comercialização, desenvolvimento de games e até a prestação de serviços relacionados ao setor — um arcabouço legal que faltava ao Brasil.
Mas nem tudo são flores. Terra também aponta desafios que persistem no caminho. Embora o marco legal tenha aberto portas, questões relacionadas ao financiamento de projetos, incentivos fiscais e burocracia ainda precisam de atenção do governo e do mercado privado.
Para os gamers brasileiros, isso significa mais jogos nacionais em desenvolvimento, maior profissionalização da indústria e uma estrutura legal que protege tanto criadores quanto consumidores. É o começo de uma nova era para quem trabalha criando experiências digitais por aqui.
Fonte: Voxel




