O jogo de Michael Jackson que nunca foi: a história perdida entre Matrix e Neverland
Nem todo grande projeto nasce dos estúdios de desenvolvimento. Às vezes, as melhores ideias surgem de encontros inesperados entre criatividade e inovação. Foi exatamente isso que quase aconteceu quando Michael Jackson conversou com David Perry, fundador da Shiny Entertainment, sobre a possibilidade de criarem um videogame juntos.
A história começa no início dos anos 2000, quando a Shiny Entertainment estava em plena produção de Enter the Matrix, um dos jogos de ação mais aguardados do período. Michael Jackson, sendo um entusiasta declarado da franquia Matrix, entrou em contato com Perry expressando seu interesse em jogar o título antes do lançamento oficial. O resultado? Um convite direto para o Neverland Ranch, onde o Rei do Pop residia.
O encontro foi tão produtivo quanto inusitado. Além de participar de uma guerra de ovos no rancho (na qual Perry quase acertou o rosto do filho de Jackson), os dois criadores discutiram algo bem maior: a possibilidade de desenvolverem um jogo original juntos. E aqui está o diferencial: não seria apenas mais um título baseado na figura do artista.
Segundo relatos de Perry em seu blog pessoal, Michael e o roteirista David Freeman retornaram ao rancho para aprofundar as conversas. A ideia inicial óbvia seria algo como Michael Jackson: O Jogo, onde jogadores interpretariam o ídolo, dançariam, se apresentariam e talvez enfrentassem inimigos ao ritmo de suas músicas icônicas. Porém, Jackson tinha uma visão mais ambiciosa. Ele já havia participado do jogo Moonwalker lançado nos anos 80 – e queria algo completamente diferente, inovador e que fosse muito além de um simples projeto de vaidade.
Infelizmente, esse projeto nunca saiu do papel. Não sabemos ao certo os motivos pelos quais a parceria não se concretizou, mas a história serve como um lembrete de como a indústria dos games perdeu a oportunidade de ver dois gigantes da criatividade colaborarem em algo verdadeiramente único.
Fonte: GameBlast




