PlayStation desaparece das redes sociais após anunciar fim dos discos físicos
A Sony causou um terremoto no mercado gamer quando anunciou, em julho de 2026, que deixaria de produzir mídias físicas para novos lançamentos a partir de 2028. A notícia gerou uma onda de críticas entre os fãs da plataforma, que imediatamente se manifestaram contra a decisão nas redes sociais.
O que chama atenção, porém, não é apenas a polêmica em si, mas a reação – ou melhor, a falta dela – da própria Sony. Desde o comunicado oficial publicado no X (antigo Twitter) no dia 1º de julho, quando a empresa anunciou simultaneamente o encerramento do suporte digital da PS3 e PS Vita, o PlayStation desapareceu completamente das redes sociais.
Por semanas, todos os perfis oficiais da marca permaneceram em total silêncio – sem posts no Instagram, sem atualizações no X, sem qualquer tipo de interação com a comunidade. É como se a Sony tivesse desligado a chave e se trancado dentro de casa para evitar as críticas que ecoavam por toda a internet.
Essa estratégia de silêncio digital é incomum para uma marca de tamanho global. Normalmente, empresas dessa magnitude mantêm uma presença ativa nas redes, mesmo em momentos delicados, para gerenciar a narrativa e manter a conexão com seus fãs. O PlayStation, historicamente, sempre foi muito presente no diálogo com sua comunidade.
A decisão de abandonar os discos físicos é compreensível do ponto de vista empresarial – reduz custos de produção e distribuição –, mas representa uma mudança cultural significativa. Muitos jogadores brasileiros, especialmente os que enfrentam limitações de internet, dependem das cópias físicas. Além disso, há toda uma questão de propriedade: com apenas versões digitais, os usuários tecnicamente alugam seus jogos, não os possuem.
A pergunta que fica é: quando o PlayStation voltará a falar? E mais importante: o que terão a dizer para apaziguar uma base de fãs que se sente ignorada e desvalorizada?
Fonte: Flow Games




