Industria

Por que jogos digitais não ficam mais baratos? Ex-executivo do PlayStation revela a verdade

A transição para o mercado digital de games tem gerado uma pergunta recorrente entre os jogadores: se não há custos com produção de mídia física, por que os preços dos jogos digitais continuam tão altos quanto os das cópias em disco?

Gordon Thornton, ex-executivo da PlayStation, oferece uma resposta desconfortável para os consumidores. Segundo ele, a ausência de discos e embalagens é apenas uma pequena parte da estrutura de custos de um jogo. Os gastos reais vão muito além da fabricação física do produto.

Thornton explica que a precificação de um título não se resume à produção do mídia. Estão inclusos no cálculo: desenvolvimento, marketing, distribuição, suporte pós-lançamento, servidores online, atualizações constantes e a margem de lucro das plataformas. A Sony, Microsoft e Nintendo precisam manter toda uma infraestrutura digital complexa funcionando 24 horas por dia.

Além disso, existe a questão da competição de preços nas lojas digitais. As plataformas precisam competir entre si e contra varejistas físicos que ainda vendem cópias em disco, muitas vezes com descontos agressivos. Reduzir drasticamente o preço dos digitais criaria um desequilíbrio que afetaria toda a cadeia de distribuição.

Outro ponto crucial é que os editoras usam os preços para controlar a demanda e maximizar a receita. Um jogo blockbuster de alta qualidade será vendido a preço premium independentemente do formato, pois há muita gente disposta a pagar por ele.

A realidade é que o modelo de negócio dos jogos digitais mantém estruturas de custos similares aos dos físicos, apenas sem a despesa de fabricação. E essa economia não é tão significativa quanto muitos consumidores imaginam. Enquanto a indústria continuar lucrativa desta forma, não há incentivo real para reduzir os valores.

Fonte: Dexerto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo