Ryse: Son of Rome perdeu dois terços do conteúdo planejado, revela desenvolvedor da Crytek
O que poderia ter sido uma franquia revolucionária para o Xbox acabou marcado por cortes drásticos de desenvolvimento. Segundo ex-membros da equipe da Crytek que conversaram com a IGN, o jogo Ryse: Son of Rome teve aproximadamente 66% de seu conteúdo original removido para atender aos prazos de lançamento.
Entre os elementos descartados estavam um sistema de combate significativamente mais complexo e dinâmico, mecânicas de navegação com veículos e um modo multiplayer PvP completo. Essas ausências impactaram diretamente a profundidade gameplay que os desenvolvedores imaginavam para o título.
A visão inicial era ambiciosa: transformar Ryse em um fenômeno similar ao Assassin’s Creed, mas exclusivo do Xbox. A Crytek planejava expandir a franquia através de diferentes períodos históricos, com projetos já em desenvolvimento para a Era Viking e o Japão Feudal. Esses conceitos nunca saíram do papel.
O grande empecilho para o ressurgimento da série é de natureza corporativa. Segundo os ex-funcionários, a Crytek se recusa categoricamente a vender os direitos da propriedade intelectual para a Microsoft, e tampouco tem interesse em trabalhar com desenvolvedoras terceirizadas. Esse impasse deixa qualquer novo projeto de Ryse completamente congelado, sem perspectiva de desbloqueio enquanto não houver um acordo entre as partes.
O caso de Ryse exemplifica um problema recorrente na indústria: a pressão por datas de lançamento que compromete a visão criativa original. O jogo lançou em 2013 como exclusivo do Xbox One, sendo bem recebido visualmente mas criticado por sua falta de profundidade, justamente pelos cortes mencionados.
Com a Crytek focada em outras prioridades e a Microsoft sem acesso à franquia, os fãs que sonhavam com uma continuação parecem estar fadados à decepção.
Fonte: GameBlast




