Assassin’s Creed Hexe precisa dessa dose de criatividade que Fable 1666: Amsterdam promete
A franquia Assassin’s Creed acumula tantos títulos lançados que fica fácil esquecer que a série já foi realmente excêntrica. Pelo menos para os padrões de um jogo de grande escala, claro. Quem acompanhava desde o começo lembra daquele trailer sensacional quando a Ubisoft revelou Altaïr atacando os Templários desprevenidos. Mas havia algo mais ali: aquele código cintilando sobre a alvenaria medieval. Um primeiro indício sutilmente arrepiante de que toda aquela ambientação das Cruzadas era apenas uma fachada digital predatória.
É nesse contexto que títulos como Fable 1666: Amsterdam ganham relevância especial. Enquanto Assassin’s Creed Hexe se prepara para lançar a próxima geração da série, muitos fãs anseiam por aquele tipo de criatividade desvairada que caracterizava os primeiros capítulos. Fable 1666 surge como um lembrete de que jogos de ação-aventura de grande orçamento ainda podem abraçar o estranho, o nonsensical, aquele charme peculiar que faz uma narrativa ficar na memória.
A Amsterdam do século XVII descrita em Fable 1666 promete justamente isso: uma mistura extravagante de folclore, bruxaria e fantasia que parece vir de um conto de fadas desconfortável. Enquanto isso, a franquia Assassin’s Creed evoluiu para estruturas mais convencionais, apostando em fórmulas que funcionam comercialmente mas que podem ter sacrificado parte daquela weirdness original que capturou a imaginação dos jogadores há quase duas décadas.
Para a comunidade brasileira de gamers que acompanha essas produções AAA, a mensagem é clara: existe espaço e interesse por narrativas que desafiem convenções, mesmo em projetos blockbuster. A próxima geração de Assassin’s Creed teria muito a ganhar absorvendo essa lição. Afinal, nostalgia vende, mas autenticidade criativa vende melhor ainda.
Fonte: Rock Paper Shotgun




