Diablo 4 atingiu seu auge com a expansão Lord of Hatred, mas a nova temporada desperdiça tudo que funcionava
Diablo 4 nunca esteve em uma posição tão sólida. A expansão Lord of Hatred transformou o game em um dos melhores action RPGs do mercado, oferecendo profundidade onde havia deficiências, sem comprometer sua essência como um título direto e viciante, onde os números crescem e o loot cai abundantemente.
A Blizzard finalmente construiu uma fundação robusta para desenvolver o futuro da franquia. Porém, a nova temporada, Season of Death Awakening, sinaliza uma mudança fundamental nos alicerces do jogo que, apesar de controversa, pode ser benéfica a longo prazo. O problema é que praticamente tudo mais nesta temporada representa um retrocesso.
Lord of Hatred revolucionou Diablo 4 ao estruturar o jogo em torno da customização. Cada classe recebeu árvores de habilidades poderosas e temáticas, os primeiros passos de um sistema de crafting extraordinário, e diversas formas de personalizar o endgame conforme seus gostos específicos.
Pela primeira vez, o game inspirava experimentação genuína enquanto se avançava com um personagem até o nível máximo. Era possível finalmente desfrutar de builds criativas e individualizadas, algo que nunca havia funcionado tão bem nos títulos anteriores da série.
Essa mudança de filosofia de design foi crucial. Em vez de forçar os jogadores a seguirem um caminho linear pré-determinado, a expansão concedeu liberdade real para explorar diferentes combinações e estratégias. Amigos que haviam desistido do jogo retornaram, atraídos justamente por essa flexibilidade.
A Season of Death Awakening, contudo, parece ignorar completamente esses princípios que trouxeram o game de volta aos trilhos. As mudanças propostas, embora possam se mostrar benéficas eventualmente, destoam da proposta que finalmente fez Diablo 4 funcionar. É como se a Blizzard estivesse testando um novo rumo sem considerar o caminho que finalmente levou ao sucesso.
Fonte: PC Gamer




