Square Enix quer transformar Final Fantasy 7 em franquia eterna, mas será que está ignorando oportunidades?
A trilogia de remakes de Final Fantasy 7 entregou três RPGs de qualidade sólida para a base de fãs da série. Porém, cresce o questionamento sobre as prioridades estratégicas da Square Enix: será que investir meia década e três títulos de grande orçamento em uma releitura do clássico de 1997 foi a melhor decisão?
O estúdio claramente não pretende soltar a corda de FF7 tão cedo. Durante painel na PAX West, o diretor Naoki Hamaguchi revelou a ambição da desenvolvedora: transformar a franquia em uma propriedade intelectual que evolua constantemente, capaz de conquistar novos fãs pelos próximos 20 ou 30 anos.
A declaração levanta um ponto interessante: Final Fantasy já é, por natureza, uma franquia em constante transformação. Cada jogo traz novos mundos, personagens e mecânicas. Logo, enfatizar essa característica específica para FF7 sugere uma estratégia muito mais focada em manter o icônico elenco de Midgar na vitrine.
Enquanto isso, Final Fantasy 16 lançou em 2023 com boas avaliações, mas representa apenas uma parte do portfólio da série. A questão que paira é: quantas IPs originais deixamos de ter porque a Square Enix concentrou seus melhores talentos em continuar minerando ouro de uma propriedade já estabelecida há 27 anos?
O dilema não é exclusivo da Square Enix. Grandes publishers frequentemente preferem apostar em franquias consagradas a arriscar em histórias completamente novas. FF7 é lucrativo, tem base de fãs garantida e oferece segurança financeira.
Mas em um mercado saturado de sequências e remakes, essa abordagem conservadora pode custar caro em termos de inovação. A trilogia de remakes é competente, mas o investimento em três blockbusters poderia ter gerado experiências totalmente inéditas para a indústria.
Fonte: PC Gamer




