Ubisoft Barcelona paralisa atividades em protesto contra demissão de 51 funcionários
A tensão entre desenvolvedoras e seus colaboradores volta a ganhar destaque na indústria dos games. O estúdio barcelonês da Ubisoft entrou em greve de três dias contra a decisão corporativa de desligar 51 trabalhadores, justamente enquanto as negociações sobre os cortes continuam em andamento.
A paralisação, organizada pelo sindicato Coordinadora Sindical del Videojuego de Barcelona, evidencia o descontentamento da equipe com as demissões anunciadas. O animador de tecnologia e jogabilidade Manel Cota, um dos membros da equipe, expressou a frustração do grupo: a equipe barcelonesa foi responsável por todas as sequências de exploração subaquática de Assassin’s Creed Black Flag Resynced — exatamente os funcionários que estão sendo desligados agora.
O timing das demissões levanta questionamentos importantes. O jogo foi lançado com sucesso impressionante, movimentando dois milhões de cópias vendidas no primeiro dia, consolidando-se como um lançamento robusto para a franquia. Porém, mesmo com esse desempenho comercial notável, a Ubisoft prosseguiu com os cortes de pessoal.
Vale lembrar que essa não é uma situação isolada. No início de junho, a empresa já havia anunciado reestruturações maiores, incluindo o fechamento dos estúdios de Winnipeg e Belgrado, além de mudanças estruturais no escritório de Barcelona. Essas decisões fazem parte de uma tendência crescente na indústria, onde grandes publishers cortam custos independentemente dos resultados comerciais.
A greve reflete um padrão preocupante: desenvolvedoras recompensando títulos bem-sucedidos com demissões em massa. Para a comunidade gamer brasileira que acompanha os bastidores da produção, essa situação ilustra os desafios que profissionais da indústria enfrentam, mesmo quando trabalham em projetos de alto impacto.
A paralisação de Barcelona pode ser um ponto de inflexão nas discussões sobre direitos trabalhistas no setor de desenvolvimento de games.
Fonte: GameBlast




